sexta-feira, 16 de novembro de 2007

HOJE


Hoje sinto-me assim
Muda de tanto falar,
rouca de tanto calar

Hoje sinto-me assim
Cansada das roupas
Vestidas por vestir
E não desejadas

Hoje sinto-me assim
Minhas mãos cheias de vazios
Minha alma repleta
de pedras tumulares.

Hoje sinto-me assim
De cemiterios vestida
E feito de velas
o meu respirar.

Hoje sinto-me assim
De flores roxas na lapela,
alguem que chora numa capela
e eu sozinha
no meu caixão,
sem ninguem
que me queira velar.

Hoje sinto-me assim
Perdida do mundo,
Perdida de mim
Existo, por existir
Numa espera roxa
Duma cruz... partir!!!


Dinah Raphaellus



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terça-feira, 30 de outubro de 2007

OUTRO EU


Ah se eu fosse
mais alta que a vida
e beijasse a geito
de despedida
a boca do teu amar;
Dar me ias o mel
Da tua alma
Como quem
Pare a calma
no sorriso
De um olhar.
E na minha pequenês
Venceria por uma vez
A pena do meu penar.
De peito aberto
Receberia a morte
Do outro eu
Que não consigo
Sossegar.....


Dinah Raphaellus

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

O MAR


O Mar em seu gracioso bailar,
Conta-me os segredos,
aconchega-me os medos,
do meu fantasmar!
O Mar imponente e belo
Esconde-se nos rochedos
para que eu não o veja chorar!
Depois vem de mansinho
Tecer meu corpo de linho
Num qualquer antigo tear
Debroa-me minh’alma de ouro
Como se trata-se de um tesouro
E canta-me uma canção de embalar,
Num espaço lilás...sinto-me...
Contente... afogar!!!

Dinah Raphaellus

domingo, 7 de outubro de 2007

SONHOS








Sonhos , dunas de areia
Bocejadas pelo vento.
Sonhos, tesouros encontrados,
outros perdidos,
nos jardins do tempo.
E nas estrelícias suspensas
desses sonhos...nascem
beijos d’orvalho,
cobertos por quimeras.
Brotam lilases mantras,
Que desmaiam em palida ironia,
No ventre de outras eras,
Suspiram a salsugem do mar
Onde tu és meu barco,
Eu teu porto d’abrigo
E tudo isto e’ alegre e triste
Tudo isto e’ agridoce
No livre vogar da poesia.
E sente-se no ar o cheiro-sabor,
Do roubar de um beijo
d’agua com sabor a mar...
de Amor!


Dinah Raphaellus




SAUDADES







Tenho saudades... saudades
das recordacções que nunca tive.
Das alegrias que nunca vivi.
Saudades do cansaço que não era meu
E das lágrimas pérolas,
Que rolaram no rosto,
Não sei de quem.
Saudades de ser vento,
paz, livre tormento
Que para sempre se perdeu.
Saudades... saudades das cores serenas,
Das paixões alegrias e penas,
Que perteceram a outro alguém!
Saudades... esféras tíngidas de negros,
Negros sem vidas,
Na imaginação do Além.
Saudades... saudades dos vazíos
Sem cores, dos risos de críanças, de flores
Que nunca possuí.
Saudades... saudades dos amores,
Eternos ou de momento...
Que sempre desejei
e nunca... nunca víví!!!


Dinah Raphaellus

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

NOMEACOES PREMIO CANETA DE OURO



Dinah Raphaellus, nomeada pelo blog http://poesiangolana.blogspot.com, com o poema “Dimensão” passa a nomear os blogues e poemas que se seguem:



1 – JOAKIMPAZ*******POE3tree, com o poema “Príncipe Vagabundo”
http://joakimpaz.blogs.sapo.pt

2 – CONVERSANDO COM AS PALAVRAS, com o poema “Folhas Caídas”
http://conversandocomaspalavras.blogspot.com

3 – PARA NUNCA MAIS A GUERRA, com o poema “Monangola”
http://namibianoferreira.blogspot.com


4 – SOLITARIA543, com o poema “Encontro Marcado”
http://solitaria543.blogspot.com


5 – RETRATO D’ALMA, com o poema “Saudade”
http://retratodalma.blogspot.com

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

DREAM



Deep of the night
Where a dream of rain fell on me
And in every single drop
Were a colourful angel
Smiling a piece of sea.
A silent melody
Could be guess;
All peacefully toned
As a choir in a mass
Then I catch them.
Like a child pick shells
Nears the sea.
I treasured them
On my heart,
Where they wrapped
With love my soul.
I feel so wonderful trapped
I just want to stay there
Where is my world, my home,
my dream, my fairly
happiness fold.
Where I swim in heaven,
with angels in such
colourful world!


by: Dinah Raphaellus

domingo, 12 de agosto de 2007

ANJOS





Lua cheia
Noites mortas,
De crisãntemos a cantar.
De medo fecham-se portas,
So eu teimo em comtemplar.
É então que os anjos
Vestidos de lindas formas e cores
Descem dos Céus com seus banjos
Oferecem-me um hino de flores.
Fico tão maravilhada,
Da simbiose perfeita,
Que já não temo nada.
Abro então os meus sentidos
E testemunho algo nunca visto:
Da noite feita dia,
Dos crisãntemos prosa
Da lua melodia,
Do medo mariposa.
Tudo isto numa noite de luar,
Onde o meu sonho foi rosa,
O meu desejo amar,
O segredo milagre,
A diferenca acreditar!
By: Dinah Raphaellus

sábado, 11 de agosto de 2007




O Sol se cobre


de tardes mansas.


Meus olhos cerrados,


se enchem de luz.


minha alma sem membros,


fios ou cordoes,


corre pelos montes;


Em busca de fresca liberdade,


Enquanto eu sozinha e nua,


Caminho entre multidoes!!!



by: Dinah Raphaellus

AFRICA




Nasci de alma preta,

Como o ébano da desgraça.

E por a querer marfinizar;

Ela brinca e é roxa.


E sem fraquejar

Num passe de mágica,

teima e ei-la:

Negra deusa de África

Mostrando-me que é negra

Por devoção.

Voando em liberdade,

Sem lutar ou escravizar

E que meus versos a libertam

Mesmo construidos

numa epopeia de ilusão

transformando a poesia

nessa armadilha

que é... a solidão!



By: Dinah Raphaellus

PARI ESTA DOR




Pari esta dor este tormento

Dor do mundo, lamento de mim.

E foi durante a gravidez

Que eu senti,

O sonho de um incenso

Um amor grande, imenso

Um pedaco de ti!

De ti sim Angola chaga das chagas

Para a qual nao chegam só palavras

Para as feridas tratar

De ti sim terra bonita

Sentimento que grita

Na minha alma ao exalar.

Ao exalar o teu nome

Que num vazio odre

Choras a fome dos teus filhos

E deixas escapar pardos olhos

de cegos brilhos,

provocados pela fartura da fome.

Em suas ossadas imensas,

Casta dor condensas,

Numa novena vã de proteger tuas crias.

Pari, pari no cheiro da tua terra quente

Este sonho de ajuda ausente.

E é numa oracão que peço

Deixem-nas descansar.

Pobres almas condenadas,

Grandes conquistadores de martírios.

Deixai-as descansar

Num vale de lirios a tão procurada

Paz e liberdade deixai-as abraçar!!!



by: Dinah Raphaellus

quinta-feira, 12 de julho de 2007

NO ESCURO DA NOITE


No escuro fundo da noite
Vejo eu coisa tanta
Que vejo uma pega num altar
Preta agoirenta que canta.
Canta ela tao macabra
Que seu canto enrregela
Qual porta de casa assombrada
Que de tão feia é bela.
O caminho que a cerca
E sinistro, interessante
A espera q’uma dama se perca
Na procura de um cavaleiro galante
Vejo ainda mui’nebulosa
Angelica procissão
Em vez de vela uma rosa
Seguram as moças em sua mão
Dentro d’um cemiterio
Param e rezam por fim
Acedem muitas velas
E choram contentes por mim!

by:dinah raphaellus

sexta-feira, 29 de junho de 2007

DIMENSĂO






Sou eco do nada
D’um abismo que não existe
Sou tudo e nada
Semente apaixonada e triste
Muito longe do teu saber
Pedra lapidada
Que em bruto seria teu querer
E é numa exótica flor
que não possuis, o meu lamento;
de querer-me
erva daninha do vento,
condenada a viver.
No espelho do tempo
contemplo meu corpo.
Energia onde bordo,
este rio de lágrimas,
que vestirei quando perecer.
Ao mar confiarei:
-Que lindo é meu estro,
Liberto de morrer!!!

Dinah Raphaellus

terça-feira, 19 de junho de 2007

Plantei nas margens

dos meus olhos

desejos de te ver.

Velejei na tua alma

com o intuito

de me encontrar,

encontro-te a ti.

Quanto a mim

continuo- me

a procurar.

by: dinah raphaellus

Plantei nas margens

dos meus olhos

desejos de te ver.

Velejei na tua alma

com o intuito

de me encontrar,

encontro-te a ti.

Quanto a mim

continuo- me

a procurar.

by: dinah raphaellus

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Angels

voz angelical




Eu sou essa ninguém

Que tu não sentes nem vês

Extinta primavera,

Onda que se desfez,

Fogo de quimera que o tempo apagou.

Bocejo de sonho que ninguém

Comprou.

Ser que nunca existiu,

Alma que há muito seu corpo

Amortalhou

E para sempre partiu,

Se mudou

terça-feira, 5 de junho de 2007

domingo, 27 de maio de 2007

NOS


Esse suave ondular,
das ondas
Dos teus olhos, embalam-me,
a alma
E o andar de folhos
no nosso amar.
Preenchem minha calma,
Sugerem o mar,
onde sou ondina,menina
na areia
branca a brincar.
E tu castelo de espuma,
abres tuas portas
para meus sonhos guardar.
ao longe,
ouço o perfume do luar,
esconder-se
na bruma do teu,
do meu,
nosso amar.

BEM VINDOS

clock

quarta-feira, 23 de maio de 2007

QUIS DEUS


Quis Deus qu’eu fosse
Essa enrrugada velhinha,
Descoroada rainha,
Vestida de noite manto.
Sem ceptro, castelo,
Apenas pranto.
Quis Ele qu’eu fosse,
Essa que todas as dores
do mundo padece e sente
E que delas guardasse,
Em cálice d’ouro,
Suas lágrimas como presente.
Mas Deus meu que penar,
Tanta dor insana.
Perante tanto choro,
Abro minhas asas,
Só quero voar.
Aconchegar-me no ventre Céu
Vestida de esquecimento,
desressuscitar minh’alma
Voltar para o meu nirvana,
dar de beber a dor, calma
com esse unguento.
De nunca mais voltar.

QUERO



















Quero cantar

Os poemas do vento norte.

Bailar com as musas do poeta.

Quero, quero ser

Essa folha de rascunho

Que te dá alento.

Quero ser essa palavra forte.

Quero ser métrica certa

D’uma qualquer estrofe.

Quero ser bela prosa

D’um livro a nascer.

Página nunca morta,

Que nunca paras de ler.





By Dinah Raphaellus

domingo, 20 de maio de 2007


Softly waving at me
Your soul’s perfume
Passes by
And holding my shadow
Drags me whistling sand sea
Undresses a salted tears frock
And sadly happy,
Loves me.
Then I happily sad,
Do nothing.
Quite I wait for de sunset
That will let me go free.


Ah que vontade de atirar-me,
Ás águas transfiguradas,
Do Oceano num mes
de Inverno cavernoso.
Atirar-me as águas,
D’um verde já adulterado
E dizer-me filha de Neptuno.
Precipitar-me no precipicio,
Precipitado do Infinito.
Vaguear nua, pela nudez da lua
E cavalgando a noite
De manto liláz
Descer á terra, provocando
A luminusidade intensa do crepúsculo
Em sexos estrangulados.
Cair na vulgaridade de ser Deusa
E voltar ao infinito...
Nua, vestida de carmim lilaz.

sábado, 12 de maio de 2007

LUTO





















Luto num constante lutar
E por vezes de luto,
Ainda tenho que lutar.
vestida de profundo negro
luto sem cessar.
E apesar de tudo,
finjo que luto euforicamente;
Mas essa minha euforia em lutar
E pura e simplesmente
o luto da minh’alma,
o triste do meu penar.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

QUANDO MORRER



Quando morrer
quero qu’o vento
cante nos seus
tons mais graves
um roxo requiem.
Que o mundo vista
todo de branco,
dançando o ondular
dos lirios do campo
ao seu ritmo.
Quando morrer,
quero que forte chuva,
caia e bafeje de sorte
toda a terra.
Quando morrer
quero q’um odor
a rosas brancas exale
em todo o universo.
Quero qu’a chuva pare
e o sol eclipse como num verso
brilhando resplandecente,
na escuridão
e do seu reflexo milhões
rosas brotem arco-iris,
em todas as direcções.
Quando morrer
que o mundo entre em festa
e que encerre em si,
todas as minhas recordação!


Perder-me embrigada,
nesse transe opíesco,
de fragancias espirituais.
Em cores de qualquer fresco,
em templos sem vitrais.
Ah como é fervorosa
a oracção que adivinho sem saber.
Comovida ofereço branca rosa,
a um Deus que venero sem conhecer.
Que religião é a minha?
Ah, quem me dera saber.
Beber em calice esse mar vazío.
Colher em cesto de vime
o perfume da razão,
do meu viver.

LENDA DAS SETE CIDADES





Conta a lenda que o arquipélago dos Açores é o que hoje resta de uma ilha maravilhosa e estranha onde vivia um rei possuidor de um grande tesouro e uma imensa tristeza por não ter um filho que lhe sucedesse no trono. Esta dor tornava-o amargo com a sua rainha estéril e cruel com o seu povo. Mas uma noite perante os seus olhos desceu uma estrela muito brilhante dos céus que aos poucos se foi materializando numa mulher de beleza irreal envolta em luz prateada. Com uma voz que mais parecia música essa mulher prometeu-lhe uma filha bela como o sol sob a condição que o rei expiasse a sua crueldade e injustiça através da paciência. O rei teria que construir um palácio rodeado por sete cidades cercadas por muralhas de bronze que ninguém poderia transpor. A princesinha ficaria aí guardada durante trinta anos longe dos olhos e do carinho do rei. O rei aceitou o desafio. Decorreram 28 anos e com eles cresceram a impaciência e o sofrimento do rei, que um dia não aguentou mais. Apesar de ter sido avisado que morreria e que o seu reino seria destruído, o rei dirigiu-se às muralhas, desembainhou a espada e nelas descarregou a sua fúria. A terra estremeceu num ruído terrível e das suas entranhas saíram línguas de fogo enquanto que o mar se levantou sobre a terra e a engoliu. No fim de tudo, restaram apenas as nove ilhas dos Açores e o palácio da princesa, transformado agora na Lagoa das Sete Cidades dividida em duas lagoas: uma verde como o vestido da princesa e a outra azul da cor dos seus sapatos.

quarta-feira, 9 de maio de 2007







My soul whispering
Lilac water lilies,
Wonders…
Badly everywhere
Craving passion,
excitement and desire.
A drop of life like,
thunders or waves fight
and in golden sand
falls asleep,
tired of rows, let her rest.
where sea and sky together meet.

musicas para sempre






music for your soul

terça-feira, 8 de maio de 2007

Enya music






O prazer de ouvir uma voz angelical.

MENSAGEM



MENSAGEM


Sinto no ar a lãnguidez do tempo,
Em que passas-te e eu não vi.
Sinto no ar a tua ternura,
E no entanto não a compreendi.
Vejo-te p’ra lá das nuvens,
Sem te poder alcanҫar.
Mas vejo-me p’entre as algas do mar
Entre as sete cores do arco-iris,
No laranja dourado do sol,
No negérrimo da noite e da morte.
Atravesso o rio com Caronte,
Encontro-te por fim.
Oh raio de luz intensa,
Como é grande o amor por ti.
Este desejo de te encontrar viva.....
Com a tristeza de saber,
Que p’ra sempre te perdi.
Consola-me p’lo menos nos sonhos,
Beija-me como em crianҫa.
Mata-me esta sede
De contigo estar.
Dá-me alento e esperanҫa...
Oh Mãe... Amo-te tanto!
Estarás sempre, sempre comigo!!!


Canta a noite em sua voz,
Melodiosa cheia de medos,
Que me envolvem em sua velopia.
Canta a noite seu choro,
Melancolico de solidão.
É sua bandeira feita,
de maquiavélica ilusão.
Seu manto negro,
é sua mui querida naҫão.
Em singelo sussurro,
Oferece-me o convite,
P’ra viver com ela.
Canto eu então um choro,
Sufocado d’alma sofrida,
Por a noite nunca ter,
Notado que com ela vivi,
Toda a minha vida.

AMOR CARMIM
















Ah! se tu viesses cobrir-me
De palavras nuas,
num campo de papoilas.
Eu vestiria luar,
Calҫaria estrelas.
Voando em teu corpo veloz,
Bebendo teu desejo descarado.
E seria em calmo prado,
Que te ouviria,
um lamento exalar:
meu amor não me deixes parado,
sacia-me esta fome de amor,
porque o desejo,
há muito condenado,
condena-nos em seu fervor;
de ser desejo enganado,
vestido de Carmim meu Amor!

segunda-feira, 7 de maio de 2007

UMA LENDA DA AMAZONIA




Lenda do Açaí


Há muito tempo, quando ainda não existia a cidade de Belém, vivia neste local uma numerosa tribo indígena.
Nesta época os alimentos eram escassos e por este motivo o cacique tomou uma decisão muito cruel: resolveu que todas as crianças que nascessem a partir daquela data, seriam necessariamente sacrificadas, uma vez que não haveria alimentos suficiente para todos.
Entretanto, Iaça, filha do cacique, acidentalmente deu à luz a um menino o qual não foi poupado da cruel decisão de seu avô. A Índia chorava todas as noites com saudades de seu filhinho, até que em uma noite de lua cheia, o choro de uma criança a atraíu ao pé de uma esbelta palmeira. Lá seu filho a esperavade braços abertos. Radiante de alegria, Iaça correu para abraça-lo, mas quando o fez fortemente, a criança misteriosamente desapareceu! No dia seguinte, a moça foi encontrada morta, abraçada ao tronco da palmeira. Seu rosto ainda trazia um suave sorriso de felicidade e seus olhos negros fitavam o alto da palmeira que estava carregada de frutinhos escuros.
Então o cacique mandou que apanhassem os frutos e percebeu que dele se podia extrair um suco violáceo quando amassado, que passou a ser a principal fonte de alimento daquela tribo. Este achado fez com que o cacique suspendesse os sacrifícios e as crianças voltaram a nascer livremente, pois a alimentação não era mais problema naquela tribo. Em agradecimento a Tupã e em homenagem a sua filha, o cacique deu o nome de Açaí aos frutinhos encontrados na palmeira, que é justamente o nome de Iaça invertido.

sábado, 5 de maio de 2007




Sou areia de praia deserta,
beijada p’lo mar.
Viajo nas asas do vento,
só para te acariciar.
E essas caricias que te roubo,
faҫo-as perpétuar,
Numa masmorra de fogo,
suspensa p’las nuvens no ar.
E p’ra lá dessa masmorra,
esse outro solar,
espera-me sorrindo,
línguas de mar.
Seus olhos de Sol,
refletem a cor da lua.
E em seus braҫos me entrego.
Qual virgem flor,
completamente nua.

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Vaguear



Vagueio na solidão da floresta
que é a minha alma.
Como musa num poema
desnudo meu corpo, vestido
de malva e pena.
Mato minha sede com gotas
de orvalho e cetim.
É numa cor de rosa que
invento o amor ,
nos braҫos da paixão,
escrevo em prosa uma epopeia,
Que oferto a dor.
E num labirinto, perco-me
para sempre, embalada p’lo mar
adormeҫo no seu ventre.
Nas ondas pinto de mansinho,
O teu nome amar.