terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A TRAIÇÃO DE PSIQUÊ - CONVITE

Mais uma Antologia em que participo com 3 poemas, a última deste ano. São textos do amor e erotismo. Publico o convite para quem estiver perto de Gondomar, cidade que se localiza nos arredores do Porto.



O Lançamento da Colectânea A TRAIÇÃO DE PSIQUÊ terá lugar no próximo
sábado, dia 5 de Dezembro, às 16 HORAS, na Biblioteca Municipal de
Gondomar (Avenida 25 de Abril, GDM).
Decorrerá no âmbito de uma Tertúlia de Amor e do Erotismo, promovida pela
Argo, em parceria com a Lugar da Palavra.
Apareça e, como diz o cantor, traga um amigo também!

Um dos três poemas:

MEU CORPO UM LIVRO



Meu corpo um livro de poesia,
Onde tu lês os poemas
Declamados em silêncio
Por minha pele.
Teu corpo uma epopeia,
Onde minha boca se sacia
Ao resgatar estrofes,
Com sabor a mel.
E na beleza da métrica perfeita
Nossos corpos bailando
Ao som das rimas
Cristalina e poética,
Exalando odores dourados
De primaveras outonais.
Numa lírica rica e fluída.
Onde tu barco eu ondina,
Nos amamos pelos caudais dos rios...
Quiçá sonhos astrais

Dinah Raphaellus

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

MAIS DUAS ANTOLOGIAS (PANGEIA & DOIS MIL E ESPERANCA)

"Pangeia" e "Dois Mil e Esperança" serão as minhas próximas antologias.  Como a anterior  tem a chancela da Editora Abrali de Curitiba no estado brasileiro do Paraná.

Era suposto ser apresentada ao público, conjuntamente com Pangeia, no dia 21 deste mês mas até agora não sei qual a data certa. Em Pangeia, o número limite de textos por participante são tres e em Dois Mil e Esperança, dois.
Os livros da Abrali encontram-se à venda em: http://www.abrali.com/loja/  

Eis dois poemas publicados nestas antologias:

 
PARI ESTA DOR



Pari esta dor este tormento
Dor do mundo, lamento de mim.
E foi durante a gravidez
Que eu senti,
O sonho de um incenso
Um amor grande, imenso
Um pedaço de ti!
De ti sim, Angola, chaga das chagas
Para a qual não chegam só palavras
Para as feridas tratar
De ti sim, terra bonita
Sentimento que grita
Na minha alma ao exalar.
Ao exalar o teu nome
Que num vazio odre
Choras a fome dos teus filhos
E deixas escapar pardos olhos
De cegos brilhos,
Provocados pela fartura da fome.
Em suas ossadas imensas,
Casta dor condensas,
Numa novena vã de proteger tuas crias.
Pari, pari no cheiro da tua terra quente
Este sonho de ajuda ausente.
E é numa oração que peço
Deixem-nas descansar.
Pobres almas condenadas,
Grandes conquistadores de martírios.
Deixai-as descansar
Num vale de lírios a tão procurada
Paz e liberdade deixai-as abraçar!!!


Dinah Raphaellus (In Pangeia)




PENDENTES DE CRISTAL



Lavados já por lágrimas,
Foram os pendentes de cristal
Da vida. Agora, apenas o ébano reluz
Na negrura do tempo,
Cometendo suicídio astral.
E rezando verbenas, choram-se
As penas por tão grande pecado moral.
O Mundo? Esse não se importa
Desde que haja dinheiro e poder
Afinal, o que são fome e gente morta?!
Senão existem olhos em coração...
...cego, incapacitado de ver?!...




E o Sol, na casa do Oriente,
Despontará Aquário!


Dinah Raphaellus (In Dois Mil e Esperança)

 
 
No entanto,  já está a caminho a próxima Antologia, A TRAIÇÃO DE PSIQUÊ, onde participo com tres poemas. A sua apresentação ao público é dia 5 de Dezembro em Gondomar, Portugal.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

AMBIGUIDADE



Desafiavas-me escondido por detras das virgulas


E rias, rias iludido que nas reticencias frivolas


Arranjavas abrigo, um lar amigo para nossas demencias


Ahahahah...como os nossos risos cresciam...


Baloes de primaveras no outono de nossas vidas


Unguentos miraculosos sarando nossas feridas


Nao...nao falo de quimeras, mas sim das longas esperas


Com que perpetuamos os sentidos, reais e vividos


Nas rimas pintamos feras, e moldamos de barro


Muitas prosas, sonetos feitos duetos, laranjais frescos


De perfume indigo...dos sons fizemos esferas,


Bancos de jardins bebendo opios de trigo.


Nas muralhas das odes...lindos arcos arabescos


Arquitetura debruada a linho...


na ambiguidade da poesia...a fragancia de lilas e pinho!!!

Dinah Raphaellus

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

FADO

Ao longe... ouve-se um fado
Que gemendo num lamúrio
Condenado
Desce à Mouraria, atravessa Lisboa
Vestindo capa negra,
Viajando à toa
Amando a guitarra
Dedilhando a Madragoa
Segue cigano sem destino
Sempre com ar triste
No entanto ladino
A quem a todos e ninguém amava
Eis pois o retrato
Do fado errante
Que um dia me bateu à porta
Noite dentro, hora morta
Todo galante o safado
Abri-lhe a porta... entrou,
Para sempre...ficou,
O grande malvado?!!

 
Dinah Raphaellus




















domingo, 4 de outubro de 2009

MEU CORPO UM LIVRO




Meu corpo um livro de poesia,


Onde tu les os poemas


Declamados em silencio


Por minha pele.


Teu corpo uma epopoeia,


onde minha boca se sacia


ao resgatar estrofes,


com sabor a mel.


E na beleza da metrica perfeita


Nossos corpos bailando


ao som das rimas


Cristalina e poetica,


Exalando odores dourados


De primaveras outonais.


Numa lirica rica e fluida.


Onde tu barco eu ondina,


nos amamos pelos caudais dos rios...


Quiça sonhos astrais!





Dinah Raphaellus



AMOR DAS ROSAS



Imenso foi um dia o horizonte de rosas raras,

Daquelas que só dão flor nas manhãs claras de Janeiro
E que bebendo a sombra dum céu soalheiro se deitam
Entristecidas no restícios coloridos, de tons cinza-lilás.
Enquanto no forum da vida, senhores instruidos
debatem, contradizem-se e vereditam
Que nem as rosas por amor voltam atrás.


Dinah Raphaellus

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

PENDENTES DE CRISTAL





Lavados já por lágrimas,

Foram os pendentes de cristal
da vida. Agora, apenas o ébano reluz
Na negrura do tempo,
Cometendo suicidio astral.
E rezando verbenas, choram-se
As penas por tão grande pecado moral.
O mundo? Esse nao se importa
Desde que haja dinheiro e poder
Afinal o que sao fome e gente morta?!
Se nao existem olhos em coracao...
...cego, incapacitado de ver?!....






Dinah Raphaellus

sábado, 19 de setembro de 2009

ANTOLOGIA: "POEMAS VERSOS CRONICAS"







Durante a I Bienal Internacional do Livro de Curitiba (Brasil) que ocorreu no final do mês de Agosto corrente foi lançada a público a antologia “Versos Poemas Crônicas” com a chancela da Editora Abrali dessa mesma cidade brasileira. Participo nesta antologia com cinco poemas de minha autoria. Esta é a minha segunda antologia.



Nela publiquei este poema:






MENSAGEM


Sinto no ar a languidez do tempo,
Em que passas-te e eu não vi.
Sinto no ar a tua ternura,
E no entanto não a compreendi.
Vejo-te p’ra lá das nuvens,
Sem te poder alcanҫar.
Mas vejo-me por entre as algas do mar
Entre as sete cores do arco-íris,
No laranja dourado do sol,
No negérrimo da noite e da morte.
Atravesso o rio com Caronte,
Encontro-te por fim.
Oh raio de luz intensa,
Como é grande o amor por ti.
Este desejo de te encontrar viva.....
Com a tristeza de saber,
Que p’ra sempre te perdi.
Consola-me p’lo menos nos sonhos,
Beija-me como em crianҫa.
Mata-me esta sede
De contigo estar.
Dá-me alento e esperanҫa...
Oh Mãe... Amo-te tanto!
Estarás sempre, sempre comigo!!!




Dinah Raphaellus

sexta-feira, 18 de setembro de 2009


A escuridão grita rosas
Negras no silêncio, ferindo
As sonoras orquídeas
Amarelo laranja
Duma claridade ausente
De chuvas rubras.


Dinah Raphaellus

quarta-feira, 16 de setembro de 2009




De cor violeta são todos os caminhos
Que vão dar a minha alma
Envolvidos por ela estão quaisquer
Restícios de sonhos por sonhar
Assim como todos os caprichos doidos
Na rima de versos falhados em versejar
Na espera... e na luz violeta a razão
Do meu andar!


Dinah Raphaellus


Búzios de seda tecida finamente
Dedilham dedos nas cordas deste velho mundo
Talvez imundo de incoerências
Ou apenas medos, tristezas choradas
Por fada ou bruxa lerda que de tanta lágrima
Chorar lançou praga ao céu,
À noite luar, ao sol estrelas, ao mar.
E infeliz junta seu choro, sua dor

E tremor à minha sina ao meu fado
Orando então uma so’ lamúria
A um deus menor na esperança
Que nos ouça e tocado nos liberte
Da dor e do fado e que a vida nos sorria!





Dinah Raphaellus




Trago este espanto nascido em meu peito...
Trago-o todo vestido de branco
Deitado a seu jeito
Ansiando liberdade,
Odiando preconceito.
Fazendo da infelicidade
Seu par perfeito
E deste sabor a saudade
Mar filho adoptivo em meu peito!
Ah! Trago este espanto vestido de branco...




Dinah Raphaellus



No sol efémero da lua,
Caem estrofes de poemas,
Versos de chuva organza apenas
Reflexos de risos,
Arco-íris bonança da minha alma.


Dinah Raphaellus



Degustar a alma na esperança
De beber o céu.
Rasgar à noite seu véu
E dormir qual criança
Acompanhada por morfeu!


 
Dinah Raphaellus



Rosa nascida d’alma do vento
E desfeita em pólen
Se dispersa no tempo.
Livre das raízes, voa sem destino
Talvez numa pirâmide
Encontre o descanço pretendido.


 
Dinah Raphaellus



Arminhos de linho embrulham meu corpo,
Estuário vivo de um rio sagaz e solto
Onde teus lábios sedentos se refrescam de paz
E teus olhos sábios de brilhos sonolentos
Espreguiçam tua alma quais rebentos
Na Primavera fruta do meu pomar.


 Dinah Raphaellus

TRILOGIA DAS GIESTAS





Giestas são festas com as quais te quero
Lembrar que talvez o que vês hoje
Sejam só reflexos, mistérios do mar!
E o que pensas ver não vês
Imaginas na fantasia do luar!




Nós surdos nas giestas que em festas
Sussurram tempestades no mar
Logo acalmam quando adivinham
O canto do teu ventre, navio resgatado
De um porto por achar!



Ao longe, um doce trinado...
Som compassado e uma sereia a rezar
Nas festas das giestas quando a maresia
Respirava amar...


   Dinah Raphaellus

quarta-feira, 24 de junho de 2009

A SEDE DA ROSA







Toda a noite a rosa
Chorou lágrimas de sede.
No quadro mundo
Dum pintor cego.

Toda a noite a rosa
Enxugou seca
Os resíduos d’orvalho
Como quem segue
Um atalho de furor lerdo.
Toda a noite a rosa
Gemeu e rezou,
Virada a Norte
A um Deus Grego.
Toda a noite a rosa
Sorriu e amou...
O pardo luar
Da manhã cedo!!!



Dinah Raphaellus

sexta-feira, 19 de junho de 2009

MONTANHAS DE NADA




Escalo montanhas de nada
Para mergulhar em Oceanos
de coisa nenhuma.
Risco a luz do Sol
Com lapis de bruma
E sonho com o mar
Verde sem par
A ser parido
Por uma duna!!!

Dinah Raphaellus

quarta-feira, 17 de junho de 2009

SOU COMO SOU




Que o mundo entre em festa
Batam testos ou tambores
Para mim não importa,
Não são dissabores.
E sabem porquê?
Porque eu não sou esta,
Mas sim a outra...
que nínguem vê.
Sim sou e com orgulho
Nos olhos e na boca.
Com vaidade e comoção
Não sou lambe-cús,
Falsa, bajuladora...
De sufisma sempre na mão!
Sou qual aguia, voando
pelo Ceu afora,
sou palavra, liberdade
no Ceu na terra...
onde me pecam a verdade,
La' estarei qual fera.
Sou o que sou e não me importa
Gritem os Deuses...
O Demo que feche a porta...
Sou o que sou e não deixarei
De o ser ...mesmo quando morta!!!

Dinah Raphaellus

segunda-feira, 25 de maio de 2009

MAIO




Eram tempos de Maio,
cá fora já vestido.
O horizonte oscilava,
ao perfume das névoas,
(um tanto ou quanto esquecido),
que nao tardavam em chegar.
Foi entao ao som d’um sorriso gemido
Que nasceu sem alarido ou ensaio
Um poeta de grande sentido,
Que cantará a ode de Maio!!!
De verso em verso cresceu,
atravessou estrofes a correr
Nas parábolas parou e sorriu
Das gárgolas a escarnecer
Voou entao qual quimera,
Por turbilhoes de quadras,
marcou tréguas com geracoes passadas.
E Amou, ah como musas encantadas,
Kimbos de luxo construiu,
com figuras de estilo.
Porém sem nunca esquecer
De cantar sua terra mui’amada
O lugar que o viu nascer
De canzumbis e picadas,
Das lamacentas estradas.
Da savana a esconder.
Dos olhos da fera
Nascida no Namibe.
Do cheiro a peixe, da baia Azul,
D’azáfama que eram,
os mercados coloridos
Com sabor de frutas.
Do povo kuanhama, gentes do Sul
Das bungavílias, rubras acácias e grama.
Das zagaias e xifutas,
Histórias dos velhos sobas.
E negras de dengoso falar
Luanda ao por do sol num doce espreguicar
e o deserto do Namibe lindo a acordar
de cabelos emaranhados.
da welwitschia a implorar,
a mocidade perdida, saudade sentida
bandeira de grande penar.
E como por momento de sonho voltar a ser rapaz
Comecar de novo esse feito assaz de escrever
Este amor outra vez, sempre belo, sempre fado
Como é... este mes!!!

Dinah Raphaellus

terça-feira, 24 de março de 2009

II ANTOLOGIA DE POETAS LUSÓFONOS - CONVITE



A Folheto Edições & Design, o Director do Mosteiro da Batalha e o Município da Batalha têm a honra de convidar V. Exa. e família para o lançamento do livro:

II Antologia de Poetas Lusófonos

a realizar no próximo dia 5 de Abril de 2009, no Mosteiro Santa Maria da Vitória, na Vila da Batalha, Leiria, Portugal.
A cerimónia terá início às 15h30, nas Capelas Imperfeitas do Mosteiro, com a actuação da Orquestra Filarmonia das Beiras, seguindo-se, pelas 16h30, a apresentação da II Antologia de Poetas Lusófonos, no Auditório do Mosteiro da Batalha.
Haverá um momento de poesia com a participação de vários poetas.
Entrada Livre

Eu, Dinah Raphaellus, participo nesta Antologia com 5 poemas!!

LINKS: http://folhetoedicoesdesign.blogspot.com/

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

RUAS MORTAS


Ruas mortas, noites nuas
De sereias a cantar
Suas vozes qual faluas
Meu sono vem abraçar
É então de círios cerrados
Que vejo pratas, ouros,
Diamantes lapidados
Em quilha de tentação…
Só tu me faltas,
Seguro corrimão
Orvalho de lírios molhados,
Bordados… por fadas mãos.
Corro petrificada num grito
Ao teu encontro bendito.
Em vagas vãs de ilusão
Tranco a porta do meu barco…
Em soluços acordados,
Desperto meus sentidos
Tão frágeis, tão perdidos…
Abro a escotilha do meu sonho
Escancaro essa paixão que brilha
Na Sombra da parede onde
Pendurada está a foto de tanto amar
Qual relíquia, velha ruína
Aspirando nascer pó mágico encanto…
Em verde e florida colina
No entardecer da alvorada
Quando as lágrimas do mar,
Constroem um trilho.
Secreto caminho para a duna porão
Do meu navio de amar
Solto as amarras, levanto âncora
Da noite que se levanta,
Ao nascer-cair do dia
Onde eu timoneira, no horizonte
Continuo a navegar sem destino!!!


By: Dinah Raphaellus

GÁRGOLAS


As gárgolas sem compaixão,
Horrendas, frias e feias...
Envoltas por solidão,
Prendem-me em suas veias.
Sem predicados ou versos,
Só teias...que num
doce cipreste a balançar,
Embalam-me suspensa
em epopeias.
Castradas de rimas a rimar
Suadas de amor por amar,
Sol aberto, vento a discursar
À luz tosca de candeias...
E no fresco verde a chilrear,
Pintam o canto exalado
E gemido por sereias.


By: Dinah Raphaellus

E' DIA SANTO NA MINHA ALMA!!!




E' dia santo na minha alma,
As janelas tenho ja’ dependuradas
Colchas de damasco e brancas velas
Que na negrura da noite
Iluminam o meu quarto.
Ouve-se a musica dos passos,
Procissao pesada de sentimentos
Concentracao do espirito,
Libertacao de lamentos...
Assim tao solemente demonstrados.
Sente-se o perfume, petalas do chao a levitar
Onde eu me perco e mesmo o meu olhar
Apenas se desvia para o pendao,
E os andores deixar passar,
Pesados no seu deslizar, aqui e ali tropecam
No seu desengoncado caminhar
Ate’ as pedras da calcada choram de dor
Pelo pesado palmilhar,
numa declamacao de amor
entre a terra e fogos fatuos.
Meu estro assim rendido,
Quase que fica assim convertido
A’ tristeza desta procissao a passar.
E a’ laia de bandido lanca um beijo
De lagrima, perdido, na multidao
Sozinha... orando sem rezar!!!

By: Dinah Raphaellus

AINDA QUE A CHUVA CAIA!!!


Ha’ luz ha’ sol dentro de mim
Ainda que a chuva caia
Varanda luar de jardim
Obelisco exotico em templo Maia.
E nessa restia mistica
Nuvem Ceu, veu de nevoeiros
Perco-me em tal guerra sismica
De rochas, terra, pedreiros
Neves alvas da manha, onde
Granizos perfumam alvoradas
Furacoes lavam paradas,
Em sinfonias de tempestade
Noites parem almas penadas
Dias abrem covas douradas
Para mortes de ninguem
E ate’ o sonho fica aquem
Dos raios desta balada
Ha’ luz ha’ sol dentro de mim
Ainda que a chuva caia!!!


By: Dinah Raphaellus

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

A CAMINHO DE FATIMA.




Ao longe os cumes cegos
onde nao vejo, mas adivinho
Animais pastando prados,
Pastores rezando credos
e moçoilas tecendo linho.
Ao longe, a ausencia de verdura
Lembram desertos orfãos
na fartura de vazias colheitas
de vindimas que ja' não são feitas.
Ao longe...pastagens de serradura
e ainda a brancura no pasto
Que de olhos bastos,
Me emprestam uma visão
Que de olhar nao me farto...
videiras, cachos fartos,
pesado liquido de Baco,
A' espera do pisar da uva.
Ao longe não esqueço...
Do longo e forte abraço
Do Sol ao nascer, beijando
a Serra, com seu melaço.
e o cheiro do seu traço
Desmaiando no terraço
Lembra ja' essa terra Santa
Abençoada pela Lua...

Dinah Raphaellus
(a caminho de Fatima)

FECHEI A PORTA DO TEMPO.


Fechei a porta do tempo
e entretida bisbilhotei

as gavetas do esquecimento
desbotadas de rosa velho.
de tudo encontrei:
espelhos de dourada poeira,
lustres da cegueira,
de homens enganados.
Que transformados,
gritam diplomas, acetinados
de cera lacre e finas
fitas adornados.
Que mais parecem
pobres quadros,
despidos de tintas,
Pintados por poetas,
tosquiados de engenho,
excentricidade colorida,
De falsos e pudicos artistas
Deste mundo cego!!!!

Dinah Raphaellus

REQUIEM!






Com lancas de fogo
me esquartejei
De manto veneno
cobri meu corpo
Minha alma
para sempre amortalhei
Minha vida...
expiro num sopro.
Esvaindo se vai
meu alento,
corredor sem tempo
neste mundo temporal
Onde me visto de mudo luto,
sempre atento...
Revolvendo o esquecimento
onde disfarco,
meu ser ja’ morto,
rodopiando no astral.
E uma chuva de lirios brancos,
Caiem sedentos...
afagando meu funeral.


Dinah Raphaellus

CHEIRO DE TI




Quando o cheiro,
de tua Luz,
por mim desce,
extasiada fico.
Cheia de prece,
qual mendigo
quando encontra abrigo.
E quando em sonhos,
aparicoes me falas,
em branco arminho
calas a saudade voz,
de estar contigo.
e' tal teu antidoto santo
que recobro-me de meu pranto
na sede de estar contigo.
Na amena praia
vestida de seda e cambraia,
flor de organza,
leve saia de maresia,
dancas feliz
no espaco do tempo,
e em sorrisos...
matas nossa fome
ao falares comigo!!!!

Dinah Raphaellus