sexta-feira, 25 de setembro de 2009

PENDENTES DE CRISTAL





Lavados já por lágrimas,

Foram os pendentes de cristal
da vida. Agora, apenas o ébano reluz
Na negrura do tempo,
Cometendo suicidio astral.
E rezando verbenas, choram-se
As penas por tão grande pecado moral.
O mundo? Esse nao se importa
Desde que haja dinheiro e poder
Afinal o que sao fome e gente morta?!
Se nao existem olhos em coracao...
...cego, incapacitado de ver?!....






Dinah Raphaellus

sábado, 19 de setembro de 2009

ANTOLOGIA: "POEMAS VERSOS CRONICAS"







Durante a I Bienal Internacional do Livro de Curitiba (Brasil) que ocorreu no final do mês de Agosto corrente foi lançada a público a antologia “Versos Poemas Crônicas” com a chancela da Editora Abrali dessa mesma cidade brasileira. Participo nesta antologia com cinco poemas de minha autoria. Esta é a minha segunda antologia.



Nela publiquei este poema:






MENSAGEM


Sinto no ar a languidez do tempo,
Em que passas-te e eu não vi.
Sinto no ar a tua ternura,
E no entanto não a compreendi.
Vejo-te p’ra lá das nuvens,
Sem te poder alcanҫar.
Mas vejo-me por entre as algas do mar
Entre as sete cores do arco-íris,
No laranja dourado do sol,
No negérrimo da noite e da morte.
Atravesso o rio com Caronte,
Encontro-te por fim.
Oh raio de luz intensa,
Como é grande o amor por ti.
Este desejo de te encontrar viva.....
Com a tristeza de saber,
Que p’ra sempre te perdi.
Consola-me p’lo menos nos sonhos,
Beija-me como em crianҫa.
Mata-me esta sede
De contigo estar.
Dá-me alento e esperanҫa...
Oh Mãe... Amo-te tanto!
Estarás sempre, sempre comigo!!!




Dinah Raphaellus

sexta-feira, 18 de setembro de 2009


A escuridão grita rosas
Negras no silêncio, ferindo
As sonoras orquídeas
Amarelo laranja
Duma claridade ausente
De chuvas rubras.


Dinah Raphaellus

quarta-feira, 16 de setembro de 2009




De cor violeta são todos os caminhos
Que vão dar a minha alma
Envolvidos por ela estão quaisquer
Restícios de sonhos por sonhar
Assim como todos os caprichos doidos
Na rima de versos falhados em versejar
Na espera... e na luz violeta a razão
Do meu andar!


Dinah Raphaellus


Búzios de seda tecida finamente
Dedilham dedos nas cordas deste velho mundo
Talvez imundo de incoerências
Ou apenas medos, tristezas choradas
Por fada ou bruxa lerda que de tanta lágrima
Chorar lançou praga ao céu,
À noite luar, ao sol estrelas, ao mar.
E infeliz junta seu choro, sua dor

E tremor à minha sina ao meu fado
Orando então uma so’ lamúria
A um deus menor na esperança
Que nos ouça e tocado nos liberte
Da dor e do fado e que a vida nos sorria!





Dinah Raphaellus




Trago este espanto nascido em meu peito...
Trago-o todo vestido de branco
Deitado a seu jeito
Ansiando liberdade,
Odiando preconceito.
Fazendo da infelicidade
Seu par perfeito
E deste sabor a saudade
Mar filho adoptivo em meu peito!
Ah! Trago este espanto vestido de branco...




Dinah Raphaellus



No sol efémero da lua,
Caem estrofes de poemas,
Versos de chuva organza apenas
Reflexos de risos,
Arco-íris bonança da minha alma.


Dinah Raphaellus



Degustar a alma na esperança
De beber o céu.
Rasgar à noite seu véu
E dormir qual criança
Acompanhada por morfeu!


 
Dinah Raphaellus



Rosa nascida d’alma do vento
E desfeita em pólen
Se dispersa no tempo.
Livre das raízes, voa sem destino
Talvez numa pirâmide
Encontre o descanço pretendido.


 
Dinah Raphaellus



Arminhos de linho embrulham meu corpo,
Estuário vivo de um rio sagaz e solto
Onde teus lábios sedentos se refrescam de paz
E teus olhos sábios de brilhos sonolentos
Espreguiçam tua alma quais rebentos
Na Primavera fruta do meu pomar.


 Dinah Raphaellus

TRILOGIA DAS GIESTAS





Giestas são festas com as quais te quero
Lembrar que talvez o que vês hoje
Sejam só reflexos, mistérios do mar!
E o que pensas ver não vês
Imaginas na fantasia do luar!




Nós surdos nas giestas que em festas
Sussurram tempestades no mar
Logo acalmam quando adivinham
O canto do teu ventre, navio resgatado
De um porto por achar!



Ao longe, um doce trinado...
Som compassado e uma sereia a rezar
Nas festas das giestas quando a maresia
Respirava amar...


   Dinah Raphaellus